terça-feira, 28 de agosto de 2007

Interrogo-me!

Será que nos apercebemos quando nos estamos a apaixonar?
Será algo racional? Ou será sentido e desejado inconscientemente?
Não sei o que é que já vos aconteceu. Mas eu já tive de tudo um pouco:
Já desejei apaixonar-me por alguém e não conseguir, já me apaixonei por tudo e por nada, já me apaixonei com um simples olhar e já tive paixões que neguei ter sentido.
Mas quando é que temos a certeza que nos estamos a perder nas palavras de alguém?
A paixão é efémera! Disso eu tenho a certeza.
Mas será que alguém sabe fazer a distinção entre hábito, amizade, carinho, paixão e por fim, amor?
Eu perco me em todas estas palavras e não as consigo definir sem as cruzar.
São vagas! Cada pessoa tem a sua definição! Eu tenho a minha, tu tens a tua!
Mas qual das duas será a correcta? A verdadeira e universal?
Como é que pode haver uma definição se o ser humano é diferente?
De uma coisa estou convicta. Não passam de palavras!
Utilizamo-las para expressar o que sentimos. Para sermos compreendidos por quem nos ouve!
E quem nos ouve!Será que consegue decifrar o que realmente se passa na cabeça de quem relata estas palavras banais!
Banais sim! Eu digo, tu dizes, todos dizemos! Onde é que está a magia? Se todos declamam o mesmo?
Será que está na forma como dizemos? Ou no que tentamos construir com estes vocábulos?
O que é que conta mais? Os actos ou a quantidade de vezes que dizemos essas mesmas palavras?
Preferimos um repetitivo "gosto de ti" sentido ou uma flor acompanhada de um enorme silêncio?
Já tentei encontrar a origem de toda esta complexidade, que nos vira a cabeça!
Mas para quê tentar destruir o que nos alegra o dia a dia?
Por mais dor que, todos estes sentimentos, nos possam transmitir, a nossa realidade é uma! Não conseguimos viver sem eles!
São estes companheiros de vida que nos tiram o sono e nos fazem percorrer a cama em busca da posição perfeita, para conseguir, se possível, esclarecer todas as nossas duvidas.


...

Na paixão não há sentimentos puros, há desejos, existem dois corpos, não um, há vontades solitárias, incertezas e carência de certezas.
Quando é que somos felizes? Quando amamos ou quando estamos apaixonados?
Depende! Infelizmente depende sempre de alguém!





Não sei se a culpa é da lua cheia, mas hoje tirei a noite para tentar descobrir, quando e como é que eu me apaixono...ou melhor, quando é que eu acredito e admito que estou envolvida numa paixão!

2 comentários:

Anónimo disse...

Descobrite!
Eu tb me interrogo..
Perfeito claroca**
telma

SusannaH disse...

Não podias ter descrito de melhor forma algumas das coisas nas quais tenho reflectido ultimamemte..e tal como tu também ainda não consegui chegar a qualquer tipo de conclusão..
vou aproveitar as minhas insónias pra continuar a reflectir nisso e um dia confrontamos opiniões lol


"Na paixão não há sentimentos puros, há desejos, existem dois corpos, não um, há vontades solitárias, incertezas e carência de certezas."


Descrição mais que perfeita!




Beijoca Claroca